sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Finados

A morte não é o fim

A morte encerra o “tempo de graça e de misericórdia” que Deus oferece a cada um para realizar sua vida terrestre segundo o projeto divino e para decidir seu destino último.
Não existe reencarnação; ensina a Igreja que : Quando tiver terminado “o único curso de nossa vida terrestre” (LG, 48), não voltaremos mais a outras vidas terrestres. “Os homens devem morrer uma só vez” (Hb 9,27).
Pela morte, a alma é separada do corpo, mas na ressurreição Deus restituirá a vida incorruptível ao nosso corpo transformado, unindo-o novamente à nossa alma (cf. Cat. §1016).
O que é “ressuscitar”?
Na morte, que é separação da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrupção, ao passo que a sua alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser novamente unida ao seu corpo glorificado. Deus na sua onipotência restituirá definitivamente a vida incorruptível aos nossos corpos unindo-os às nossas almas, pela virtude da Ressurreição de Jesus (Cat. §997).
Todos os homens que morreram ressuscitarão. “Os que tiverem feito o bem sairão para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento.” (Jo 5, 29; cf. Dn 12,2).
Cristo ressuscitou com o seu próprio Corpo: “Vede as minhas mãos e os meus pés: sou eu!” (Lc 24, 39). Mas ele não voltou a uma vida terrestre. Da mesma forma nele “todos ressuscitarão com seu próprio corpo, que tem agora”. (IV Concílio do Latrão, (DS, 801); porém, este corpo será “transfigurado em corpo de glória” (Fl 3,21), em “corpo espiritual” (1Cor 15,44).)
Professor Felipe Aquino

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/igreja/doutrina/o-que-a-igreja-ensina-sobre-a-morte/

terça-feira, 31 de outubro de 2017

O ministério da Catequese

Para bem realizarmos a missão da catequese é preciso organizar, planejar, programar, analisar, convocar recursos entre outras coisas. Mas nada disso funciona se não tivermos como horizonte onde a catequese se insere na missão da Igreja, ou seja, qual o seu objetivo dentro do objetivo maior da Igreja. 
A grande missão da Igreja é Evangelizar. Ela deve dar testemunho, pela palavra e pela ação, do grande amor de Deus que se revelou em Jesus Cristo para realizar a Salvação de todos. Salvação é vida, vida plena para a humanidade; é felicidade, paz e harmonia; é sentir-se amado por Deus; é conversão e perdão; é amor entre os seres humanos, filhos do mesmo Pai; é libertação de tudo que oprime o ser humano, antecipando assim a plenitude da Vida no eterno abraço de Deus. A salvação é o grande Projeto de Deus que Cristo veio concretizar.
A missão da Igreja não se limita aos seus próprios membros. A Igreja existe para o mundo, está a serviço do mundo e por isso deve ser fermento na história humana para que ela se desenvolva segundo o Projeto de Deus, que é o seu Reino. Mas para que isso aconteça ela precisa cuidar do crescimento e amadurecimento da fé dos seus próprios membros. 
É pela fé que os homens se tornam fiéis, membros da Igreja. A fé é uma adesão ao Deus que se revela em Jesus Cristo, adesão que implica a vivência do Evangelho e constante conversão. A fé é uma resposta livre e pessoal a Deus, mas esta resposta é apoiada e fortificada numa vivência comunitária. A fé cresce na medida em que caminhamos com a comunidade, que nos convida a uma constante conversão. 
Há ainda uma segunda dimensão da fé, que é muito cara à catequese. Ela é dom de Deus, que toma a iniciativa de uma relação pessoal e profunda com seus filhos. Deus se doa amorosa e gratuitamente. Ele deseja assim um encontro pessoal com cada filho que lhe responde com a fé. Neste sentido podemos dizer que a fé é uma resposta amorosa a Deus, que nos amou primeiro. 
A catequese é a educação da fé. Educação porque é processo permanente de amadurecimento da fé. Quem aderiu a Jesus Cristo, de fato, inicia um processo de conversão permanente, que dura toda a vida. Aquele que encontrou Cristo deseja conhecê-lo o mais possível. O amor por uma pessoa leva a desejar conhecê-la sempre mais.  A catequese deve levar o catequizando a amar e querer conhecer sempre mais a Jesus Cristo.
A catequese educa para a vida comunitária. A vida cristã em comunidade não se improvisa e é preciso educar para ela, com cuidado. O crescimento interior da Igreja depende da Catequese, por isso ela deve ser prioritária numa comunidade. Pelo batismo somos membros da Igreja e corresponsáveis pela evangelização e pela catequese. A catequese é uma responsabilidade de toda a comunidade cristã. Não é somente responsabilidade dos catequistas, dos padres, mas de toda a comunidade de fiéis. A comunidade tem a missão de acompanhar o processo de educação da fé das crianças, dos jovens e adultos e deve acolher os catequizandos num ambiente fraterno, tanto aqueles que estão entrando na comunidade de fé através da Iniciação à Vida Cristã ou aqueles que buscam sempre aprofundar a fé através da catequese permanente. 
Os pais cristãos são os primeiros catequistas de seus próprios filhos e a Igreja confere oficialmente a determinados membros da comunidade, especialmente chamados, à delicada missão de transmitir a fé, no seio da comunidade. São os (as) catequistas! 
Na Igreja o Bispo é o primeiro responsável pela catequese, o catequista por excelência. Aquele que alimenta uma verdadeira paixão pela catequese, que trabalha para que haja catequistas preparados para a missão. Logo após o Bispo, os padres, também educadores da fé, são responsáveis principalmente pela formação e acompanhamento dos catequistas. 

Equipe Catequese Hoje

Fonte: http://www.catequesehoje.org.br/index.php/diverso/organizacao-da-catequese/1043-o-ministerio-da-catequese-na-igreja

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Como nasceu a oração "Consagração à Nossa Senhora Aparecida"

Nas águas do rio que formam o vale, Maria se fez singela em uma pequena Imagem de terracota. Dos três pescadores que a encontraram, nasce o início da devoção que atravessa quase três séculos. Hoje, são inúmeros os filhos que oram aos pés de Aparecida, no Santuário Nacional, pedindo a intercessão junto ao Cristo.

A forma mais comum dessa demonstração de fé é a “Consagração a Nossa Senhora Aparecida”. Sempre que rezam, a partir dessa oração mariana, os devotos são tomados de grande comoção. As palavras da “Consagração”, quando pronunciadas, além de honrarem e reconhecerem Nossa Senhora como protetora nossa, são dirigidas ao coração de Jesus.

Quem primeiro decidiu realizar um momento de consagração a Nossa Senhora Aparecida foi o missionário redentorista padre Laurindo Rauber, diretor da Rádio Aparecida, em 1954. Entretanto, foi na voz do grande missionário redentorista Padre Vítor Coelho de Almeida que a “Consagração” tornou-se o programa da Rádio Aparecida mais ouvido. Por mais de 30 anos, o saudoso missionário do povo fez-se ouvir pelas ondas da rádio e, com seu timbre singular, proferiu, diariamente, a oração da “Consagração”. Até hoje no ar, o programa, exibido sempre às 15 horas, é o mais antigo e tradicional da Rádio.

Em 2013, a pedido do Papa Francisco, grande devoto de Nossa Senhora, foram incluídas três frases, na tradicional oração, para reforçar o eixo cristocêntrico de toda a devoção mariana. São elas: “Pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo”; “Vós que o Cristo Crucificado deu-nos por mãe” e “Celestial cooperadora”.

Fonte: do livro "Consagração à Nossa Senhora Aparecida" Ed. Santuário.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

São Nicolau de Flue

Bruder Klaus nasceu no dia 21 de março de 1417, na Suíça. Oriundo de família pobre, ainda jovem queria ser monge ou eremita. Nesta época não pôde realizar o sonho porque tinha que ajudar os pais nos trabalhos do campo. Mais tarde também não o conseguiu, pois se casou. Felizmente a escolhida era uma moça muito virtuosa e religiosa, chamada Dorotéia, com a qual teve dez filhos. Vários deles se tornaram sacerdotes, e um dos netos, Conrado Scheuber, morreu com o conceito de santidade.


Ainda neste período Klaus não pôde se dedicar totalmente às orações e meditações como queria. Os escritos da época narram que, devido ao seu reconhecido senso de justiça, retidão de consciência e integridade moral, foi convocado a assumir vários cargos públicos, como, juiz, conselheiro e deputado.

Finalmente, aos cinqüenta anos de idade conseguiu a concordância da família e abandonou tudo. Adotou o nome de Nicolau e foi viver numa cabana que ele mesmo construiu, não muito longe de sua casa, mas num local ermo e totalmente abandonado. Tinha por travesseiro uma pedra e como cama uma tábua dura. Naquele local viveu por dezenove anos e há um fato desse período que impressionou no passado e impressiona até hoje. Há provas oficiais de que ele, durante todos esses anos, alimentou-se exclusivamente da Sagrada Comunhão. Entretanto, não conseguia se manter na solidão. Amável e receptivo, não fugia de quem o procurasse. E a pátria precisou dele várias vezes.

Pacificador e inimigo das batalhas, conhecido por seus atos e pela condição de eremita, foi chamado a mediar situações explosivas como a ameaça de guerra contra os austríacos e a eclosão iminente de uma guerra civil. Mas, quando não houve jeito de alcançar a paz no diálogo, ele também não fugiu de assumir seu lugar nos campos de batalha, como soldado e mesmo oficial. Entretanto, seu trabalho na reconciliação entre as partes envolvidas nestas questões de guerra repercutiu muito na população. Nicolau passou a ser venerado pelo povo, que logo o chamou de "Pai da Pátria".

Porém, à qualquer chance que tinha voltava para sua cabana, até ser solicitado novamente. Foi conselheiro espiritual e moral de muita gente, tanto pessoas simples como ocupantes de cargos elevados. Era muito respeitado por católicos e protestantes. Há quase um consenso em seu país de que a Suíça é hoje um país neutro e pacífico, que dificilmente se envolve em guerras ou conflitos internacionais, graças à influência do "Irmão Klaus", como era, e ainda é, carinhosamente chamado por todos os suíços.

Ele morreu no dia 21 de março de 1487, exatos setenta anos do seu nascimento. O corpo de Nicolau está sepultado na Igreja de Sachslen. Beatificado em 1669, foi canonizado pelo Papa Pio XII em 1947. A memória de São Nicolau de Flue é venerada pela Igreja, no dia 21 de março e como herói da pátria, no dia 25 de setembro. Ele é o Santo mais popular da Suíça.

Seu dia de veneração é dia 21 de março. É o santo padroeiro da Suiça.



"Meu Senhor e meu Deus,
arrancai de mim mesmo
tudo o que me impede de ir a Vós.

Meu Senhor e meu Deus,
dai-me tudo aquilo
que me conduz a Vós.

Meu Senhor e meu Deus,
tirai-me de mim mesmo
eentregai-me todo a Vós"
(São Nicolau de Flue)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Poema à Virgem Maria (Pe.Jose de Anchieta)

Poema à Virgem Maria
Escrito pelo Pe. Jose de Anchieta(São José de Anchieta)
nas areias da Praia de Iperoig em Ubatuba-SP


Minha alma, por que tu te abandonas ao profundo sono?
Por que no pesado sono, tão fundo ressonas?
Não te move à aflição dessa Mãe toda em pranto,
Que a morte tão cruel do FILHO chora tanto?

E cujas entranhas sofre e se consome de dor,
Ao ver, ali presente, as chagas que ELE padece?
Em qualquer parte que olha, vê JESUS,
Apresentando aos teus olhos cheios de sangue.

Olha como está prostrado diante da Face do PAI,
Todo o suor de sangue do seu corpo se esvai.
Olha a multidão se comporta como ELE se ladrão fosse,
Pisam-NO e amarram as mãos presas ao pescoço.

Olha, diante de Anás, como um cruel soldado
O esbofeteia forte, com punho bem cerrado.
Vê como diante Caifás, em humildes meneios,
Aguenta mil opróbrios, socos e escarros feios.

Não afasta o rosto ao que bate, e do perverso
Que arranca Tua barba com golpes violento.
Olha com que chicote o carrasco sombrio
Dilacera do SENHOR a meiga carne a frio.

Olha como lhe rasgou a sagrada cabeça os espinhos,
E o sangue corre pela Face pura e bela.
Pois não vês que seu corpo, grosseiramente ferido
Mal susterá ao ombro o desumano peso?

Vê como os carrascos pregaram no lenho
As inocentes mãos atravessadas por cravos.
Olha como na Cruz o algoz cruel prega
Os inocentes pés o cravo atravessa.

Eis o SENHOR, grosseiramente dilacerado pendurado no tronco,
Pagando com Teu Divino Sangue o antigo crime! (Pecado Original cometido pelos primeiros pais e os subsequentes pecados da humanidade)
Vê: quão grande e funesta ferida transpassa o peito, aberto
Donde corre mistura de sangue e água.

Se o não sabes, a Mãe dolorosa reclama
Para si, as chagas que vê suportar o FILHO que ama.
Pois quanto sofreu aquele corpo inocente em reparação,
Tanto suporta o Coração compassivo da Mãe, em expiação.

Ergue-te, pois e, embora irritado com os injustos judeus
Procura o Coração da MÃE DE DEUS.
Um e outro deixaram sinais bem marcados
Do caminho claro e certo feito para todos nós.

ELE aos rastros tingiu com seu sangue tais sendas,
Ela o solo regou com lágrimas tremendas.
A boa Mãe procura, talvez chorando se consolar,
Se as vezes triste e piedosa as lágrimas se entregar.

Mas se tanta dor não admite consolação
É porque a cruel morte levou a vida de sua vida,
Ao menos chorarás lastimando a injúria,
Injúria, que causou a morte violenta.

Mas onde te levou Mãe, o tormento dessa dor?
Que região te guardou a prantear tal morte?
Acaso as montanhas ouvirão Teus lamentos?
Onde está a terra podre dos ossos humanos?

Acaso está nas trevas a árvore da Cruz,
Onde o Teu JESUS foi pregado por Amor?

Esta tristeza é a primeira punição da Mãe,
No lugar da alegria, segura uma dor cruel,
Enquanto a turba gozava de insensata ousadia,
Impedindo Aquele que foi destruído na Cruz.

Mãe, mas este precioso fruto de Teu ventre
Deu vida eterna a todos os fieis que O amam,
E prefere a magia do nascer à força da morte,
Ressurgindo, deixou a ti como penhor e herança.

Mas finda Tua vida, Teu Coração perseverou no amor,
Foi para o Teu repouso com um amor muito forte!
O inimigo Te arrastou a esta cruz amarga,
Que pesou incomodo em Teu doce seio.

Morreu JESUS traspassado com terríveis chagas
ELE, formoso espírito, glória e luz do mundo;
Quanta chaga sofreu e tantas LHE causaram dores;
Efetivamente, uma vida em vós era duas! (Natureza Humana e Natureza Divina do SENHOR)

Todavia conserva o Amor em Teu Coração, e jamais
Evidentemente deixou de o hospedar no Coração,
Feito em pedaços pela morte cruel que suportou
Pois à lança rasgou o Teu Coração enrijecido.

O Teu Espírito piedoso e comovido quebrou na flagelação,
A coroa de espinhos ensanguentou o Teu Coração fiel.
Contra Ti conspirou os terríveis cravos sangrentos,
Tudo que é amargo e cruel o Teu FILHO suportou na Cruz.

Morto DEUS, então porque vives Tu a Tua vida?
Porque não foste arrastada em morte parecida?
E como é que, ao morrer, não levou o Teu espírito,
Se o Teu Coração sempre uniu os dois espíritos?

Admito, não pode tantas dores em Tua vida
Suportar, aguentando se não com um amor imenso;
Se não Te alentar a força do nascimento Divino
Deixará o Teu Coração sofrendo muito mais.

Vives ainda, Mãe, sofrendo muitos trabalhos,
Já te assalta no mar onda maior e cruel.
Mas cobre Tua Face Mãe, ocultando o piedoso olhar:
Eis que a lança em fúria ataca pelo espaço leve,
Rasga o sagrado peito ao teu FILHO já morto,
Tremendo a lança indiferente no Teu Coração.

Sem dúvida tão grande sofrimento foi à síntese,
Faltava acrescentá-lo a Tuas chagas!
Esta ferida cruel permaneceu com o suplício!
Tão penoso sofrimento este castigo guardava!

Com O querido FILHO pregado a Cruz Tu querias
Que também pregassem Teus pés e mãos virginais.
ELE tomou para SI a dura Cruz e os cravos,
E deu-Te a lança para guardar no Coração.

Agora podes, ó Mãe, descansar, que possui o desejado,
A dor mudou para o fundo do Teu Coração.
Este golpe deixou o Teu corpo frio e desligado,
Só Tu compassiva guarda a cruel chaga no peito.

Ó chaga sagrada feita pelo ferro da lança,
Que imensamente nos faz amar o Amor!
Ó rio, fonte que transborda do Paraíso,
Que intumesce com água fartamente a terra!

Ó caminho real com pedras preciosas, porta do Céu,
Torre de abrigo, lugar de refúgio da alma pura!
Ó rosa que exala o perfume da virtude Divina!
Jóia lapidada que no Céu o pobre um trono tem!

Doce ninho onde as puras pombas põem ovinhos,
E as castas rolas têm garantia de suster os filhotinhos!
Ó chaga, que és um adorno vermelho e esplendor,
Feres os piedosos peitos com divinal amor!

Ó doce chaga, que repara os corações feridos,
Abrindo larga estrada para o Coração de CRISTO.
Prova do novo amor que nos conduz a união! (Amai uns aos outros como EU vos amo)
Porto do mar que protege o barco de afundar!

Em TI todos se refugiam dos inimigos que ameaçam:
TU, SENHOR, és medicina presente a todo mal!
Quem se acabrunha em tristeza, em consolo se alegra:
A dor da tristeza coloca um fardo no coração!

Por Ti Mãe, o pecador está firme na esperança,
Caminhar para o Céu, lar da bem-aventurança!
Ó Morada de Paz! Canal de água sempre vivo,
Jorrando água para a vida eterna!

Esta ferida do peito, ó Mãe, é só Tua,
Somente Tu sofres com ela, só Tu a podes dar.
Dá-me acalentar neste peito aberto pela lança,
Para que possa viver no Coração do meu SENHOR!

Entrando no âmago amoroso da piedade Divina,
Este será meu repouso, a minha casa preferida.
No sangue jorrado redimi meus delitos,
E purifiquei com água a sujeira espiritual!

Embaixo deste teto (Céu) que é morada de todos,

Viver e morrer com prazer, este é o meu grande desejo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Agosto, mês vocacional

Na liturgia, agosto é o mês vocacional. Convém abordar três vocações específicas da vida da Igreja, em que celebramos as festas do Santo Cura d’Ars, de Santa Ana e São Joaquim, pais da Santa Virgem Maria, da Transfiguração do Senhor, da Assunção de Nossa Senhora ao céu.

 A vocação matrimonial é básica. O matrimônio santifica o casamento entre homem e mulher, co-criadores, com Deus, da espécie humana. É o sacramento constitutivo da família, célula-mãe da sociedade, igreja doméstica, centro de comunhão e participação entre o povo de Deus. Institui-se no Brasil a Semana da Família, celebrada entre o 2º e o 3º domingo de agosto. Vida, dignidade e esperança devem caracterizar esta Semana, na qual oramos para que, em todos os lares, pais, filhos, avós, se amem, se respeitem, crescendo na fé e na vida em comunidade.

A vocação religiosa constitui um estado de vida em que mulheres e homens se consagram a Deus e à Igreja pelos votos de pobreza, obediência e castidade. A vida religiosa manifesta na Igreja o maravilhoso matrimônio estabelecido por Deus, sinal do mundo vindouro (Cânon 607).

O testemunho público de Cristo e da Igreja, a ser dado pelos religiosos, implica em presença especial no mundo, que é próprio da índole e finalidade de cada instituto. Os Institutos Religiosos ou Seculares devem ser fortalecidos, como forças de vanguarda na evangelização da Igreja.

A vocação sacerdotal é vivida por diáconos, presbíteros e bispos, membros do clero da Igreja. É importante rezar e trabalhar pelas vocações sacerdotais. Sem o clero a Igreja não funcionaria, deixaria até de existir, o que é impensável, pois Cristo deu à Igreja a sua palavra, a garantia de perpetuidade. “A minha palavra jamais passará”. A Igreja necessita de boas e numerosas vocações sacerdotais e religiosas, que têm sua origem em Deus e em vocações matrimoniais imbuídas de espírito profundamente cristão. Agosto é também o mês das vocações para os ministérios e serviços da comunidade, como catequistas e ministros (as) da comunhão eucarística, etc.

Dom Urbano Allgayer
Bispo emérito de Passo Fundo - RS

Fonte: http://www.cnbb.org.br/artigos-dos-bispos-1/418-dom-urbano-allgayer/14657-agosto-mes-vocacional

quinta-feira, 1 de maio de 2014

São José Benedito Cottolengo

São José Benedito Cottolengo nasceu no dia 3 de Maio de 1786 em Bra, na região de Piedmont, Itália de uma família da classe média e estudou em um seminário em Turim. Ordenou-se em 1811 . Foi pároco em Bra e em Corneliano. Entrou para a Ordem de Corpus Christi em Turim. Foi cânon da Igreja da Trindade em Turim. Uma noite foi chamado a cama de uma mulher pobre e doente em trabalho de parto. A mulher necessitava desesperadamente de ajuda médica mas para todos os lados que ia não encontrava ajuda por falta de dinheiro. José ficou com ela durante todo trabalho e ouviu dela a confissão, deu sua absolvição e a comunhão e a extrema unção. Batizou a pequena criança e os olhava boquiaberto enquanto ambos morriam na cama. O trauma mudou a sua vida e a sua vocação.
Em 1827 ele fundou um abrigo para os doentes e pobres, alugando uma casa e enchendo os quartos com camas e procurando homens mulher voluntárias. O local se expandiu e ele recebeu ajuda dos Irmãos de São Vicente e das Irmãs Vicentinas. Durante a cólera de 1831 a policia local fechou o hospital pensando que era a origem da doença. Em 1832 ele transferiu a operação para Valdocco e chamou o Abrigo de Pequena Casa da Divina Providencia. A Casa começou a receber apoio e suporte e cresceu em asilos, orfanatos, hospitais, escolas, casa de aprendizado para pobres e capelas. Vários programas para o pobres, doentes e necessitados de todos os tipos foram criados. Esta pequena Vila dependia totalmente das almas caridosas e José não aceitava ajuda oficial do Estado. A casa ainda funciona até hoje, servindo a 8000 pessoas ou mais por dia .Ele fundou ainda 14 comunidades para os residentes inclusive as Filhas da Companhia do Bom Samaritano , Os Eremitas do Santo Rosário e os Padres da Santíssima Trindade. Faleceu em 30 de abril de 1842 de tifo em Chieri, Itália. Foi canonizado em 1934 pelo Papa Pio XI. Sua festa é celebrada no dia 30 de abril.

 Mais sobre São José Benedito Cottolengo: 

 “Tereis sempre pobres entre vós” (Mt 26, 11)... São José Cottolengo abraçou avidamente essa preciosa herança deixada por Jesus à sua Igreja e a eles dedicou toda a sua existência.

 A santidade não provém de um puro esforço feito pelo homem, mas sim de uma singular graça concedida por Deus. Ora, Jesus, Homem-Deus, sendo o Criador e, ao mesmo tempo, o escrínio de todas as graças, pode e quer dispensá-las a todos que delas necessitem e as desejem. O heroísmo na prática das virtudes, como se pode definir a santidade, é, pois,uma graça participativa dessa maravilhosa plenitude que habita em Nosso Senhor e é liberalmente outorgada por Ele. Um desses privilegiados foi José Benedito Cottolengo, suscitado por Deus na conjuntura dos séculos XVIII e XIX.

 Atraído pela compaixão de Jesus para com os pequeninos 

 Sem deixar de ver a Deus na sua totalidade, cada santo põe um acento todo especial na contemplação de algum aspecto pelo qual é particularmente cativado e convidado a ser reflexo. Em concreto, José Cottolengo sentiu-se atraído pela bondade e compaixão de Jesus em relação aos pequeninos, aos pobres e doentes. Compreendeu em profundidade as riquezas de amor do Coração de um Deus por aqueles a quem denominou como os “menores de meus irmãos” (Mt 25, 40).
 No alto da Cruz, o Salvador obteve por seu Sangue a filiação divina e a filiação de Maria para toda a humanidade. Por esta dupla dádiva, tornou-Se Ele mesmo nosso verdadeiro irmão. Quanta união, quanto embricamento de afeto há entre os filhos nascidos de uma mesma família! E, entretanto, esses laços de sangue são apenas pálidas imagens do insuperável amor fraterno que Jesus nutre por todos nós! São José Benedito Cottolengo penetrou nesse mistério e procurou manifestá-lo em sua vida, dedicando-se com total desinteresse àqueles que se acham na orfandade natural e espiritual, aliviando-lhes não só as dores corporais mas também as enfermidades de alma.

 Primeiros passos na vocação

 José Benedito Cottolengo nasceu em Bra, no Piemonte, em maio de 1786. Desde a infância deu provas de sua vocação, sendo encontrado um dia medindo um dos quartos de sua casa com o objetivo de saber quantas camas caberiam ali para receber doentes. Terminados os estudos, dos quais saiu-se brilhantemente graças à intercessão de São Tomás de Aquino, foi ordenado sacerdote e mais tarde, em 1818, eleito cônego do cabido de Corpus Domini em Turim.
 Em 1827 deu início à sua obra, fundando a “Pequena Casa da Divina Providência”, onde acolheu inúmeros enfermos e abandonados. Para o cuidado destes, criou primeiro um instituto de religiosas chamado “Filhas de São Vicente” e, alguns anos depois, outro, denominado “Irmãos de São Vicente de Paulo”.

 Confiança cega na Providência

 As dificuldades para a realização de seus desígnios não foram pequenas. Muitos outros dotados de uma fé robusta, mas não cega como a sua, teriam desanimado na metade do caminho. Continuamente achava-se sem recursos e acossado por credores incompreensivosexigindo o pagamento das dívidas. Por outro lado, via crescer todo dia o número de seusprotegidos que acorriam à “Pequena Casa”, atraídos, não só pelas necessidades de saúde, mas, sobretudo, pela fama de sua bondade sem limites. 
 Quem conhecesse a atividade incessante dessa obra, acreditaria ser seu fundador um homem inquieto e preocupado, metido nos assuntos materiais, desejoso de tudo vigiar e governar. Nenhum juízo poderia ser tão falso a seu respeito: São José Benedito era um varão essencialmente contemplativo e desapegado das coisas terrenas. A característica preponderante de sua santidade e de sua missão era a inteira confiança na Divina Providência. Poder-se-ia dizer que toda a sua espiritualidade sintetizava-se nesta frase do Evangelho: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo” (Mt 6, 33).
 Com freqüência costumava dizer aos seus: “Estai certos de que a Divina Providência nunca falta; poderão faltar as famílias, os homens, mas a Providência não nos faltará. Isso é de fé. Portanto, se em alguma ocasião faltar algo, isso só poderá ser atribuído à nossa falta de confiança. É necessário confiar sempre em Deus; e, se Deus responde com sua Divina Providência à confiança ordinária, proverá extraordinariamente a quem extraordinariamente confiar”. 

 “Por que vos inquietais por tão pouco?”

 Uma fé assim levada a grau tão heróico só poderia obter resultados miraculosos, e estes foram abundantes ao longo da existência de nosso santo. Em certa ocasião, a religiosa encarregada da cozinha veio anunciar-lhe: — Nada resta de farinha na casa… Amanhã não haverá pão para alimentar os indigentes! 
 — Por que vos inquietais por tão pouco? Bem vedes como a chuva cai às torrentes e é impossível mandar alguém sair neste momento 
— respondeu ele. 
 A boa irmã, que não atingira na perfeição aquele santo abandono de seu Fundador, retirou-se muito descontente com a resposta. Alguns instantes depois, Cottolengo entrou no refeitório e — imaginando-se só, sem desconfiar que outra irmã o espiava pelo buraco da fechadura — ajoelhou-se diante da imagem da Santíssima Virgem e orou fervorosamente com os braços em cruz. Passaram-se apenas alguns minutos e um homem, conduzindo uma carroça, apresentou-se à porta do estabelecimento. Sem querer informar de onde vinha nem por quem fora enviado, declarou ter o encargo de depositar na “Pequena Casa” toda a farinha que trazia em seu veículo. As freiras logo acorreram, alvoroçadas, para contar tudo ao santo cônego. Este acolheu a notícia sem manifestar a menor surpresa e tranqüilamente lhes deu ordem de fazer o pão.  
O dinheiro apareceu no bolso 

 Em outra ocasião, São José Benedito viu-se diante de uma situação ainda mais apertada. Um de seus credores chegou a ameaçá-lo de morte caso não lhe pagasse a dívida naquele mesmo instante. Ele desculpou-se, pediu-lhe para ter um pouco mais de paciência, prometendo fazê-lo tão logo fosse possível. Mas o homem mostrou-se inflexível e, sem mais, tirou de dentro de sua vestimenta uma arma com a qual se dispunha a acabar com a vida do santo. Num gesto maquinal, este levou a mão ao bolso e, para sua grande surpresa, encontrou um rolo contendo exatamente a soma reclamada. Entregou-a logo ao credor e este partiu dali confuso por sua atitude violenta, e impressionado diante do milagre e do exemplo de serena confiança que acabava de presenciar. 

 Abandono à vontade de Deus 

 Seu desejo de fazer o bem a todos quantos dele se aproximavam não conhecia restrições nem obstáculos: chegava ao extremo de prodigalizar os cuidados mais humildes aos doentes e de entrar nos jogos dos débeis mentais, com o intuito de distraí-los. Não considerava isto uma humilhação, pois analisava tudo com vistas sobrenaturais, sabendo que o importante não está em fazer grandes obras ou realizar prodígios estupendos, mas sim em ser aos olhos de Deus aquilo que Ele quer de nós. Dessa elevada concepção da vida, que impregnava todos os seus atos, decorria o alegre desprendimento com o qual se abandonava à vontade de Deus, repetindo sempre: “Por que ficais angustiados pelo dia de amanhã? A Providência não pensará nisso, pois já pensastes vós. Não arruineis, portanto a sua obra e deixai-a agir. Embora nos seja permitido pedir um bem temporal determinado, entretanto, quanto ao que a mim se refere, temeria cometer uma falta se pedisse algo nesse sentido”.
 Em 1842 faleceu José Benedito Cottolengo. Durante sua permanência neste mundo, os anseios de seu coração e a vida de sua alma estiveram voltados unicamente para a glória de Deus. Por isso deixou atrás de si uma obra monumental de Caridade para com próximo, que hoje está presente em quatro continentes, como prova irrefutável da veracidade da promessa de Jesus Cristo. Ele só procurara o Reino de Deus e sua justiça, Nosso Senhor lhe concedera tudo por acréscimo. 
 Um lugar de honra lhe está reservado entre os cordeiros da direita naquele dia supremo, quando o justo Juiz dirá: “Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois Eu estava com fome e Me destes de comer; estava com sede e Me destes de beber; era estrangeiro e Me recebestes em casa; estava nu e Me vestistes; estava doente e cuidastes de Mim; estava n prisão e fostes Me visitar (,..)

 Em verdade Eu vos digo que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a Mim que o fizestes!” (Mt 25,34-36 e 40) (por Irmã Clara Isabel Morazzani, EP )

 Fontes:http://www.cademeusanto.com.br/sao_benedito_cottolengo.htm http://www.arautos.org/especial/46355/Sao-Jose-Benedito-Cottolengo.html

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sermão das 7 Palavras - Santuário Nacional de Aparecida do Norte

Homilia em abril de 2012

O Sermão das 07 palavras

“De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3,16.

Quis começar com essa passagem tão conhecida para falar de algumas Virtudes da Cruz de Cristo, que nós podemos hoje tomar posse.  Sexta-feira Santa a Igreja nos ensina a guardar o silêncio, pois o Senhor “dorme” está em repouso, e um texto antigo do terceiro século de um autor desconhecido diz que Cristo desceu a mansão dos mortos para resgatar  os fiéis antigos que esperavam este Dia Glorioso, e o primeiro deles foi Adão a quem o Senhor estendeu a mão para retirá-lo das trevas dizendo: “Desperta tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará” (cf. Efésios 5,14). Essa não é uma historinha, é um dogma de fé, que professamos do Creio, ‘desceu a mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia’. Cristo hoje quer e pode nos tirar de toda situação de morte em nossas vidas.

Olhando para o crucificado, para o lado aberto de Cristo, de onde jorraram sangue e água, a primeira Virtude da Cruz que Jesus nos dar é a Vida Eterna, “para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” O mundo tem nos apresentado uma pseudo vida, cheia de esforços para preencher o nosso coração, mas que não tem conseguido corresponder aos anseios de nossa alma, pois a nossa alma tem sede do eterno, do sagrado, tem sede de Deus, mesmo que você não de esse nome, você tem sede de Deus! Precisamos passar pelo lado aberto de Cristo toda nossa vida, para que daí possa nascer de novo para uma vida nova.

A Virtude da Esperança é outro dom extraordinário para os nossos tempos de desesperados, fala que não é verdade que hoje nós não sabemos esperar, não temos paciência, tudo tira a nossa calma, com facilidade perdemos a paciência e o humor. Falta-nos esperança porque nos falta Deus, a Esperança dos homens. Que nos ensina a paciência, nos ensina a esperar, a crer que “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus”.

A Virtude da Fé perpassa todo Mistério da Cruz, pois só podemos entender um Deus que oferece o seu filho único para morrer por um povo que não merece, se for pela fé. Deus deu o maior foto de credito no homem, só este gesto poderia e pode Salvar o mundo, que hoje vive sua maior crise de fé. “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu filho único”, essa é a maior de todas as Virtudes da Cruz: O AMOR. São João nos fala na sua primeira carta que Deus é Amor, é simples, mas essa é a essência de Deus, quem não ama não conhece a Deus, e hoje nós somos profundamente marcados pela falta de amor, pela violência, pelo ódio, como diante de tudo isso que nos apresenta um mundo sem Deus, acreditar que Deus é Amor.

É só olhar para o crucificado, e nele ver a prova mais expressiva do amor, aquele que é capaz de dar a Vida, quando daríamos a vida por um criminoso ou por um grande pecador? Pois Deus deu a vida por você por Amor. Essa força é a única capaz de mudar as pessoas, de mudar o mundo. Peçamos ao Senhor as Virtudes da Cruz, para que nós possamos viver e experimentar a Vida nova que Cristo conquistou com o seu sangue e sua morte na Cruz.

Para Deus conta mais a Qualidade da minha fidelidade do que a quantidade de minhas infidelidades!

A crucificação de Jesus Cristo é narrada nos quatro evangelhos, dando o quadro completo do sacrifício do Cordeiro de Deus pela Salvação do mundo (Lc. 23,33-49; Mt. 27,32-56; Mc 15,21-41; João 19,17-37). È uma tradição antiga da Igreja, dos grandes pregadores refletirem e mergulharem na espiritualidade das Sete Palavras de Cristo na Cruz. Hoje podemos nos prostrar diante do crucificado e beijando as Suas Santas Chagas receber os frutos desta santa devoção. Às três horas da tarde, nos diz os Evangelhos Jesus morre por amor de mim e de você, essa é a Hora da Misericórdia.

“Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós!” Dentro desta espiritualidade  rezemos com as sete últimas Palavras de Cristo na cruz, dando a vida por mim e por você:

I – Perdão:
I- “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem”. (Lc. 23,34)
1. Jesus se deixa crucificar pelos nossos pecados.
2. Jesus se deixa crucificar pelo perdão da humanidade.

II – Abertura do Céu:
“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23,43)
1-Jesus se deixa crucificar pela salvação dos perdidos. (Dimas o bom ladrão).
2-Jesus se deixa crucificar para nos abrir o caminho e as portas do céu.

III – Amor e Proteção:
“Mulher, eis ai o teu filho… Eis ai a tua mãe” (João 19, 26, 27)
1. Jesus se deixa crucificar por amor, para salvação do mundo.
2. Jesus recomenda sua mãe a João e João a sua mãe, proclamando a grande fraternidade da família de Deus a Igreja.

IV – Substituição:
“Meu Deus, meu Deus porque me abandonaste”. (Mt 27,46) e (Mc 15,34)
1. Jesus se deixa crucificar no lugar dos pecadores, Ele se faz pecador. (II Cor. 5,21)
2. Jesus se esvazia da divindade, para dar aos pecadores a plenitude da Vida Eterna.

V – Sede de Redenção: “Tenho sede” (João 19,28)
1. Jesus morre de sede, para dar a Água da vida ao mundo.
2. Jesus anseia pelo mundo remido da sequidão do mal e do pecado.

VI – Consumação da Redenção: “Tudo está consumado” (João 19,30).
1. Jesus fica satisfeito ao ver consumada sua obra de redenção, sua Vitória sobre a morte.
2. Jesus contempla o mundo remido por sua morte, que traz a vida Missão cumprida.

VII – Entrega ao Pai: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46)
1. Jesus expira nas mãos do Pai, para ensinar a viver e morrer.
2. Jesus reina no mundo Espiritual, abrindo ao mundo o Reino da Vida Eterna.

O mundo tem sede de Deus, de beber do manancial da salvação, que é o Coração aberto de Jesus na Cruz. O sangue de Jesus Cristo nos lave de Todo o mal, de todo o pecado, e nos conceda a Vida, a saúde e a paz…

“Um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água”. (Jo 19,34).

Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e o Sangue a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos pecados do mundo inteiro. Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

(Pe. Luizinho – Canção Nova)

domingo, 23 de março de 2014

Campanha da Fraternidade 2014

Estamos na Quaresma de 2014 e logo nos colocamos diante da temática da Campanha da Fraternidade, que vai nos fazer apelos de conversão pessoal, comunitária e social. “Fraternidade e Tráfico Humano” é o tema e a Carta de São Paulo aos Gálatas nos sugere o lema: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1). A Campanha da Fraternidade é um convite para nos convertermos a Deus e irmos ao encontro dos irmãos mais necessitados e sofredores, sugerindo em cada ano um assunto que afeta diretamente a dignidade humana ou a vida em sentido geral.

Em 2014 ocupa-se com todos aqueles e aquelas que são enganados e usados para o tráfico humano, de trabalho, de órgãos e a prostituição. Normalmente o crime organizado está por detrás das diversas modalidades de tráfico humano. As pessoas, geralmente, são atraídas com falsas promessas de melhores condições de vida em outras cidades ou países e ali são cruelmente usadas e escravizadas, gerando fortunas para consciências inescrupulosas e vorazes. A maioria das pessoas traficadas vive em situação de pobreza e grande vulnerabilidade. Isso facilita o aliciamento com falsas promessas de vida melhor.
Por isso, o cartaz da CF retrata essa situação degradante com a figura de mãos acorrentadas e estendidas, com diferentes idades, gênero e cor, em estado de impotência. A mão que sustenta a corrente da escravidão é a força coercitiva de pessoas que dominam e exploram esse tráfico humano: “Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano à imagem e semelhança de Deus” (CF 2014 – Explicação do cartaz – contracapa). Os cristãos não podem aceitar essa moderna forma de escravidão e desrespeito à dignidade humana. Por isso eles a tentam identificar, a denunciam e somam forças para evitá-la, rompendo as correntes, revigorando as pessoas dominadas por esse crime e apontando para a esperança de libertação: “Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos: ‘É para a liberdade que Cristo nos libertou’” (Ibidem).
O Papa Francisco se referiu à prática do tráfico humano com palavras de veemente repúdio: “O tráfico de pessoas é uma atividade desprezível, uma vergonha para as nossas sociedades que se dizem civilizadas”. O pontífice, em Lampedusa – Julho de 2013, ainda nos alertou para a globalização da indiferença, habituando-nos em relação ao sofrimento dos outros, não o considerando responsabilidade nossa: “Peçamos ao Senhor a graça de chorar pela nossa indiferença, de chorar pela crueldade que há no mundo, em nós, incluindo aqueles que, no anonimato, tomam decisões socioeconômicas que abrem a estrada a dramas como este” (Cf. Manual da CF – 2014, Apresentação, p. 8).

Sensibilizados com as palavras do Papa Francisco, assumamos mais uma vez o tema da Campanha da Fraternidade e rezemos para que nosso ser e agir sejam abençoados pelo Senhor, que deu sua vida para salvar a todos.

Dom Aloísio Dilli
Bispo de Uruguaiana (RS)

sábado, 25 de janeiro de 2014

Solidariedade na net

Papa Francisco encoraja católicos a manifestarem solidariedade via internet

 “A Internet pode oferecer mais possibilidades de reencontro e de solidariedade entre todos, o que é uma coisa boa” afirmou Papa Francisco Atualizado em 24/01/2014 às 11h12 Foto: Rádio Vaticano O Papa Francisco pediu na última quinta-feira (23) que católicos sejam “cidadãos digitais” construtivos ao usarem a internet, que definiu como um “dom de Deus”, para manifestar solidariedade. O Papa argentino publicou sua primeira mensagem sobre comunicação social, em uma tradição anual pela festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. A mensagem com o título A Comunicação ao Serviço de uma Autêntica Cultura do Reencontro, fala sobre o fenômeno das redes sociais em um tom confiante. “A Internet pode oferecer mais possibilidades de reencontro e de solidariedade entre todos, o que é uma coisa boa. Para ele, a Igreja deve empenhar-se para levar ao homem ferido, pela via digital, o óleo e o vinho: “Que a nossa comunicação seja um óleo perfumado para a dor e um bom vinho para a alegria”, disse o papa. Na mensagem, o pontífice lembrou que a exclusão, a desorientação, o condicionamento, a doença e a ignorância do outro podem existir também na Internet. O papa Francisco é seguido por mais de dez milhões de cibernautas na rede social Twitter.


 Fonte: Agência Brasil e
 Seculo 21: https://www.rs21.com.br/?p=84060

sábado, 24 de novembro de 2012

Igreja de São Sebastião

Esta é a igreja na qual fiz minha primeira comunhão.
Igreja de São Sebastião
Bairro do Paiol Grande - São Bento do Sapucaí - SP


Um lugar que permanece na lembrança, na vida e no coração



domingo, 18 de novembro de 2012

Recordando a Primeira Comunhão

   Resolvi revirar lembranças e recordações do meu passado, coisas que a muito tempo não via, lembrancinhas, livros, chaveiros, revistas, meu primeiro brinquedo (alias..o único que ganhei quando criança) etc....
   Revirando encontrei algo que me deixou muito feliz e que até pensava ter perdido, a lembrança da minha primeira comunhão. Veio me a mente a igreja (capela) de São Sebastião (bairro do Paiol Grande em São Bento do Sapucaí-SP), do Pe. Teófilo(falecido), com quem recebi a minha primeira comunhão e posteriormente meu professor de religião(naquela época tinha aula de religião no primário), como eu me vestia, a calça era azul marinho de pernas curtas, camisa branca, sapato não me lembro como era. Veio a lembrança das minhas catequistas, o trajeto que eu tinha que percorrer, naquela época eu tinha que andar 4Km a pé para frequentar a catequese, e na maioria das vezes...descalço, sapato ou tenis era coisa rara, morava na roça. 
   Foi uma das boas recordações da minha infância e o pulso para a minha vida na igreja, agradeço a Deus por este momento.

Lembrança da minha Primeira Comunhão

Primeira Comunhão: José Benedito
Local: Capela de São Sebastião - Paróquia de São Bento
Pároco: Pe. Teófilo de Almeida Crestani
Diocese de Taubaté
Bairro do Paiol Grande - Cidade: São Bento do Sapucaí - SP

   Agradeço a todos os catequistas que me proporcionaram esse momento, único em minha vida, e peço a Deus por todos eles onde quer que estejam, o meu muito obrigado

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Beata Elena Guerra

Beata Elena Guerra – Apóstola do Espírito Santo

    Por Rafael Sousa/30de abril de 2010
        
Elena Guerra nasceu em Lucca (Itália), no dia 23 de Junho de 1835. Viveu e cresceu em um clima familiar profundamente religioso. Durante uma longa enfermidade, se dedica à meditação da Palavra de Deus e ao estudo dos Padres da Igreja, o que determina seu orientamento da vida interior e de seu apostolado; primeiro na Associação das Amigas Espirituais, idealizada por ela mesma para promover entre as jovens a amizade em seu sentido cristão, e depois nas Filhas de Maria.
         Em Abril de 1870, Elena participa de uma peregrinação pascal em Roma juntamente com seu pai, Antônio. Entre outros momentos marcantes, a visita às Catacumbas dos Mártires confirmam nela o desejo pela vida consagrada. Em 24 de Abril, assiste na Basílica de São Pedro a terceira sessão conciliar do Vaticano I, na qual vinha aprovada a Constituição “Dei Filius” sobre a Fé. A visita ao Papa Pio IX a comove de tal maneira que depois de algumas semanas, já em Lucca, no dia 23 de Junho, faz a oferta de toda a sua vida pelo Papa.
         No ano de 1871, depois de uma grande noite escura, seguida de graças místicas particulares, Elena com um grupo de Amigas Espirituais e Filhas de Maria, dá início a uma nova experiência de vida religiosa comunitária, que em 1882 culminará na fundação da Congregação das Irmãs de Santa Zita, dedicada a educação cultural e religiosa da juventude. É neste período que Santa Gemma Galgani se tornará “sua aluna predileta”.
         Em 1886, Elena sente o primeiro apelo interior a trabalhar de alguma forma para divulgar a Devoção ao Espírito Santo na Igreja. Para isto, escreve secretamente muitas vezes ao Papa Leão XIII, exortando-o a convidar “os cristãos modernos” a redescobrirem a vida segundo o Espírito; e o Papa, amavelmente solicitado pela mística Luquese, dirige à toda Igreja alguns documentos, que são como uma introdução a vida segundo o Espírito e que podem ser considerados também como o início do “retorno ao Espírito Santo” dos tempos atuais: A breve “Provida Matris Charitate” de 1895; a Encíclica “Divinum Illud Munus” em 1897 e a carta aos bispos “Ad fovendum in christiano populo”, de 1902.
         Em Outubro de 1897, Elena é recebida em audiência por Leão XIII, que a encoraja a prosseguir o apostolado pela causa do Espírito Santo e autoriza também a sua Congregação a mudar de nome, para melhor qualificar o carisma próprio na Igreja: Oblatas do Espírito Santo.
         Para Elena, a exortação do Papa é uma ordem, e se dedica ainda com maior empenho à causa do Espírito Santo, aprofundando assim, para si e para os outros, o verdadeiro sentido do “retorno ao Espírito Santo”: Será este o mandato da sua Congregação ao mundo.
         Elena, em suas meditações com a Palavra de Deus, é profundamente impressionada e comovida por tudo o que acontece no Cenáculo histórico da Igreja Nascente: Ali, Jesus se oferece como vítima a Deus para a salvação dos homens; ali institui o Sacramento de Amor, a Eucaristia; ali, aparece aos seus discípulos depois da ressurreição e ali, enfim, manda de junto do Pai o Espírito Santo sobre a Igreja Nascente.
         A Igreja é chamada a realizar os Mistérios do Cenáculo, Mistérios permanentes, e, portanto, o Mistério Pascal: A Igreja é, por isto, prolongamento do Cenáculo, e, analogamente, é ela mesma como um Cenáculo Espiritual Permanente.
         É neste Cenáculo do Mistério Pascal, no qual o Senhor Ressuscitado reúne a comunidade sacerdotal real e profética, que também nós, e cada fiél em particular, fomos inseridos pelo Espírito mediante o Batismo e a Crisma, e capacitados a participar da Eucaristia, que é uma assembléia de confirmados, e, portanto, semelhante a primeira comunidade do Cenáculo depois da descida do Espírito Santo. É nesta prospectiva que Elena Guerra concebe e inicia o “Cenáculo Universal” como movimento de oração ao Espírito Santo.
         Elena morreu no dia 11 de Abril de 1914, sábado santo, com o grande desejo no coração de ver “os cristãos modernos” tomando consciência da presença e da ação do Espírito Santo em suas vidas, condição indispensável para um verdadeiro “renovamento da face da terra”.
         Elevada à honra dos altares em 26 de Abril de 1959, justamente o Papa a definiu “Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos”, assim como Santa Maria Madalena foi a apóstola da Ressurreição e Santa Maria Margarida Alacoque a apóstola do Sagrado Coração.
         O carisma profético de Elena é ainda atual, visto que a única necessidade da Igreja e do Mundo é a renovação contínua de um perene e “Novo Pentecostes” que por fim “renove a face da terra”.
Fonte:http://reporterdecristo.com/beata-elena-guerra-apostola-do-espirito-santo/

domingo, 21 de outubro de 2012

Quatro novos santos para a Igreja

Papa canoniza 4 novos santos no Vaticano

Rádio Vaticano

O Papa Bento XVI presidiu, na manhã do dia 12 de Outubro de 2012, na Praça São Pedro, diante da Basílica Vaticana, uma solene celebração Eucarística de Canonização de quatro novos Santos da Igreja: Afonsa da Imaculada Conceição, no civil Ana Muttathupadathu, primeira santa indiana; Maria Bernarda Bütler, suíça, evangelizadora na Colômbia e Equador; Narcisa de Jesús Martillo Morán, equatoriana; e o sacerdote italiano, Caetano Errico.
Estavam presentes na Praça São Pedro numerosos Cardeais, Bispos e Arcebispos, muitos dos quais estão participando, nestes dias, na Sala Paulo VI, no Vaticano, do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus. Participaram da cerimônia também, milhares de fiéis, provenientes de diversos países do mundo, especialmente da Índia, Suíça, Colômbia, Equador e Itália, onde os quatro novos Santos viveram e atuaram.

Homilia

Na homilia que pronunciou em italiano, alemão, espanhol e inglês, Bento XVI recordou inicialmente os quatro novos Santos propostos, hoje, à veneração da Igreja católica. A liturgia no-los apresenta com a imagem evangélica dos convidados que tomam parte do banquete revestidos da veste nupcial. A imagem do banquete, disse o Papa, é uma imagem alegre, porque o banquete acompanha uma festa de núpcias: a Aliança de amor entre Deus e o seu Povo.
Os profetas do Antigo Testamento, explicou o Papa, orientaram constantemente a esperança do Povo de Israel para esta Aliança. Não obstante as provações e todo tipo de dificuldades, Deus jamais abandona o seu Povo. Eis porque o profeta Isaias convida à alegria: "Exultemos, alegremo-nos na sua salvação".
Referindo-se à Liturgia da Palavra de hoje, Bento XVI destacou "a fidelidade de Deus à sua promessa e o banquete nupcial", que nos faz refletir sobre a adesão humana ao convite do Senhor.
A mesma coisa acontece com o Mistério pascal: o poder do mal foi derrotado pela onipotência do amor de Deus. O Senhor ressuscitado convida todos ao banquete da alegria pascal, revestindo os comensais da veste nupcial, símbolo do dom gratuito da graça santificadora. E o Papa acrescentou: A livre adesão do homem deve, porém, responder à generosidade de Deus. Eis o caminho generoso que, justamente, percorreram aqueles que hoje veneramos como Santos. No Batismo, eles receberam a veste nupcial da graça divina, conservaram-na pura, purificaram-na e tornaram-na esplêndida em toda a sua vida, mediante os Sacramentos. Agora, eles tomam parte do banquete nupcial do Céu.
O banquete Eucarístico, disse Bento XVI, é a antecipação da festa final no Céu. O Senhor nos convida à Eucaristia, todos os dias, da qual devemos participar com a veste nupcial da sua graça. Se ela se sujar ou rasgar com o pecado, a bondade de Deus não nos rejeita nem nos abandona ao nosso destino. Pelo contrário, com o sacramento da Reconciliação, ele nos oferece a possibilidade de renovar integralmente a nossa veste nupcial necessária para a festa. E, referindo-se ao novo santo italiano, o Pontífice disse:

Caetano Errico

O ministério da Reconciliação é, portanto, sempre atual. A ele o sacerdote Caetano Errico, fundador da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, se dedicou com diligência, assiduidade e paciência, sem jamais se arrepender nem se poupar. Ele se inscreve assim entre as figuras extraordinárias de presbíteros que, incansáveis, fizeram do confessionário o lugar para dispensar a misericórdia de Deus, ajudando os homens a reencontrar a si mesmos, a lutar contra o pecado e a progredir no caminho da vida espiritual.
A estrada e o confessionário foram os lugares privilegiados da ação pastoral desse novo santo italiano: a estrada lhe permitia encontrar as pessoas; o confessionário possibilitava o seu encontro com a misericórdia do Pai celeste.
Quantas feridas da alma ele sarou! Quantas pessoas ele levou a se reconciliar com Deus mediante o Sacramento do perdão! Assim, São Caetano Errico tornou-se especialista na "ciência" do perdão e a transmitiu a seus missionários.

Maria Bernarda Bütler

A seguir, expressando-se em alemão, o Santo Padre passou a falar da nova santa suíça: Maria Bernarda Bütler, nascida em Auw, no cantão suíço de Aargau, fez muito cedo a experiência de um profundo amor pelo Senhor. Este amor a levou a entrar para o convento das Irmãs Capuchinhas de Maria Auxiliadora, em Altstätten, onde fez os votos religiosos aos 21 anos. Aos 40, acolheu a vocação missionária e partiu para o Equador e, depois, para a Colômbia.
Graças à sua vida e ao seu compromisso em favor do próximo, João Paulo II a beatificou, em 29 de outubro de 1995. Sobre esta santa suíça, Bento XVI prosseguiu ainda, falando em espanhol:
Madre María Bernarda, uma figura muito recordada e querida, sobretudo, na Colômbia, entendeu profundamente que a festa que o Senhor preparou para todos os povos é representada, de modo particular, pela Eucaristia. Nela, o próprio Cristo nos recebe como amigos e se entrega na mesa do pão e da palavra, entrando em íntima comunhão com cada um de nós. Eis a fonte e o pilar da espiritualidade desta nova santa, assim como seu impulso missionário que a levou a deixar a sua pátria natal, a Suíça, para abrir-se a outros horizontes evangelizadores no Equador e Colômbia.

Afonsa da Imaculada Conceição

Dirigindo-se aos fiéis indianos, presentes na Praça São Pedro, para a Canonização da sua primeira santa, Afonsa da Imaculada Conceição, o Pontífice disse em inglês: Esta mulher excepcional, que se dedicou diariamente ao povo da Índia como verdadeira santa, estava ciente de que a Cruz é o autêntico instrumento através do qual se pode participar do banquete celeste, que o Pai lhe preparou. De fato, ela escreveu: "Estou ciente de que um dia o sofrimento terminará".

Narcisa de Jesús Martillo Morán

Enfim, falando novamente em espanhol, o Papa exaltou a figura da jovem leiga do Equador, Narcisa de Jesús Martillo Morán, que também foi escrita hoje no álbum dos Santos. Ela respondeu, com prontidão e generosidade, ao convite do Senhor para participar do seu amor:
Santa Narcisa de Jesus propõe um caminho de perfeição cristã acessível a todos os fiéis. Além de receber graças abundantes e extraordinárias, a sua existência transcorreu com grande sensibilidade, dedicando-se ao trabalho de costureira e ao apostolado como catequista.
Após ter apresentado a figura dos quatro novos Santos da Igreja, o Pontífice convidou os fiéis a seguirem seu exemplo de vida cristã e a darem graças a Deus pelo dom da santidade, que, sobretudo, hoje, resplandece com singular beleza na Igreja.