sábado, 28 de janeiro de 2012

Sacramento da Penitência

Sacramento da Penitência - Pe. Sergio Jeremias
Paróquia Vargem do Cedro-SC

É preciso pedir perdão...






A palavra que Deus nos dá está em Mateus capítulo 18, versículos 21 e 22 'Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.’
È difícil vivermos esta palavra, não é fácil. Pedi perdão a Deus, reconhecer as nossas faltas a Deus é fácil. Mas e o irmão?
Deus é amor, Deus é perdão, Deus é caridade, e Deus é o mediador entre você e seu irmão. Deus deseja que você peça perdão. Muitas vezes pedimos perdão a Deus, perante o padre, mas aquilo que confessamos não sai da nossa cabeça, e às vezes confessamos mais de uma vez, às vezes é porque precisamos chegar no irmão e pedi perdão.
Como é difícil perdoar, por isso Deus fala tanto em amor.

  Quando atingimos uma pessoa e precisamos perdoar, sofremos, perdoar é difícil, mas é preciso porque também é um gesto de amor. Hoje quero convidar a você a rezar, e pedir a graça a Deus de perdoar.

Deixamos passar batido, vivendo na falta de caridade, e na falta de perdão, não podemos deixar a semente da raiva crescer dentro de nós. É muito mais difícil pedi perdão que ser perdoado.
As vezes temos bloqueios com as pessoas por falta de perdão. Quantos filhos hoje bloqueado com o pai, é preciso dá o perdão. A força da palavra é muito forte. Vamos meditar sobre este palavra em nossa vida.

Precisamos viver o amor de Deus, precisamos ser testemunha de Deus. A quem você precisa pedir perdão neste dia? Será que é seu patrão, o seu pai, o seu filho? Prepare- se durante esta noite e não perca a oportunidade de perdoar.

Essa palavra de Deus é muito difícil de viver, embora sejam apenas dois versículos.

Somos humanos, somos fracos, mas temos a força do Espírito Santo que transborda o amor de Deus em nossa vida, nos fazendo forte. Você pode perdoar.

Você tem que exercer a transparência. Ser transparente é viver com o coração rico de misericórdia e do amor de Deus. Perdão é vida. A falta de perdão assola a nossa alma. Quando adiamos o perdão ferimos primeiramente a nós mesmo. Deus amor e não combina com os nossos sentimentos de ódio. Se não amamos nos distanciamos de Deus.

Nós filhos de Deus precisamos pagar o bem com o bem, não podemos pagar o mal com o mal.


Wellington Jardim (Eto)

Administrador da Fundação João Paulo II

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Senhor, peço perdão por ter magoado pessoas queridas, que seja lavado purificado com teu amor meu Senhor, e que o Senhor me dê a graça de ser perdoado por quem eu feri.

Que a tua graça me de forças de seguir em frente e que a tua alegria se faça presente em meu coração.

Por tudo obrigado meu Senhor. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sacramento da Eucaristia

Sacramento da Eucaristia - Pe. Sergio Jeremias
Paróquia Vargem do Cedro-SC

O caramanchão e as rosas


Certo dia, em 1847, após meditar muito sobre o modo de fazer o bem à juventude, apareceu-me a Rainha do Céu que me levou a um jardim encantador. Nele havia um longo pórtico, com plantas trepadeiras carregadas de folhas e flores. O pórtico dava para um caramanchão encantador, flanqueado e coberto de maravilhosos rosais em plena florescência. Também o terreno estava todo coberto de rosas. Nossa Senhora me disse:
– Tire os sapatos e avance por este caramanchão. É o caminho que deve fazer.
Gostei de tirar os sapatos: teria sentido muito machucar aquelas rosas. Comecei a andar. Mas logo percebi que aquelas rosas escondiam espinhos muito agudos. E tive que parar.
– Aqui precisa usar sapatos – disse eu à guia.
– Sem dúvida. E dos bons.
Calcei os sapatos e retornei o caminho com certo número de companheiros que haviam aparecido naquele momento e me pediram para caminhar comigo.
Pendiam do alto muitos ramos como festões. Rosas! Só se viam rosas: em cima, dos lados, no chão, a meus pés. Minhas pernas, porém, enredando-se nos ramos estendidos por terra, acabavam feridas. Espinhava-me ao afastar os ramos transversais. Sangrava nas mãos, por todo o corpo. Todas as rosas escondiam muitíssimos espinhos.
Todos os que me viam caminhar diziam: “Dom Bosco só caminha sobre rosas! Tudo lhe vai bem!”. Não viam que os espinhos me rasgavam os membros.
Muitos clérigos, padres e leigos por mim convidados haviam-se posto a seguir-me, alegres, atraídos pela beleza daquelas flores. Mas, ao perceberem que deviam caminhar sobre espinhos, começaram a gritar: “Fomos enganados!”. Não poucos retrocederam. Fiquei praticamente só. E comecei a chorar. “Será possível – dizia eu – que tenha de percorrer tos este caminho só?”.
Mas fui logo consolado: vi avançar para mim um grupo de padres, clérigos, leigos, os quais me disseram: “Somos todos seus e prontos para segui-lo”. Precedendo-os, reiniciei o caminho. Só alguns desanimaram e pararam. Grande parte foi comigo até o fim.
Percorrido todo o caramanchão, vi-me num belíssimo jardim. Os meus poucos seguidores estavam macilentos, desgrenhados, ensangüentados. Levantou-se, então, uma brisa suave. A seu sopro, se curaram. Soprou outro vento e, como por encanto, me vi circundado de um número imenso de jovens e de clérigos, de coadjutores leigos e também de padres, que se puseram a trabalhar comigo guiando aquela juventude. Reconheci alguns, mas muitos outros os não conhecia.
Então a Santa Virgem, que fora a minha guia, perguntou-me:
– Sabe o que significa o que você está vendo e viu antes?
– Não.
– Saiba que o caminho por entre as rosas e os espinhos significa o cuidado que deverá tomar com a juventude. Deverá andar com o calçado da mortificação. Os espinhos significam os obstáculos, os padecimentos, os desgostos que lhe caberão. Mas não desanimem. Com a caridade e com a mortificação, irão superar tudo e chegar às rosas sem espinhos.
Logo que a Mãe de Deus acabou de falar, acordei. Estava em meu quarto.
Contei-lhes isto para que cada um de nós tenha a certeza de que é Nossa Senhora que quer a nossa Congregação. E para que nos animemos sempre a trabalhar para a maior glória de Deus.

BOSCO, João IN: BOSCO, Terésio. João Bosco: uma nova biografia. 6. ed. São Paulo: Editora Salesiana, 2002. p. 299-301.