Homilia em abril de 2012
quinta-feira, 17 de abril de 2014
O Sermão das 07 palavras
“De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho
único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” João
3,16.
Quis começar com essa passagem tão conhecida para falar
de algumas Virtudes da Cruz de Cristo, que nós podemos hoje tomar posse. Sexta-feira Santa a Igreja nos ensina a
guardar o silêncio, pois o Senhor “dorme” está em repouso, e um texto antigo do
terceiro século de um autor desconhecido diz que Cristo desceu a mansão dos
mortos para resgatar os fiéis antigos
que esperavam este Dia Glorioso, e o primeiro deles foi Adão a quem o Senhor
estendeu a mão para retirá-lo das trevas dizendo: “Desperta tu que dormes,
levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará” (cf. Efésios 5,14). Essa
não é uma historinha, é um dogma de fé, que professamos do Creio, ‘desceu a
mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia’. Cristo hoje quer e pode nos
tirar de toda situação de morte em nossas vidas.
Olhando para o crucificado, para o lado aberto de Cristo,
de onde jorraram sangue e água, a primeira Virtude da Cruz que Jesus nos dar é
a Vida Eterna, “para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida
eterna.” O mundo tem nos apresentado uma pseudo vida, cheia de esforços para
preencher o nosso coração, mas que não tem conseguido corresponder aos anseios
de nossa alma, pois a nossa alma tem sede do eterno, do sagrado, tem sede de
Deus, mesmo que você não de esse nome, você tem sede de Deus! Precisamos passar
pelo lado aberto de Cristo toda nossa vida, para que daí possa nascer de novo
para uma vida nova.
A Virtude da Esperança é outro dom extraordinário para os
nossos tempos de desesperados, fala que não é verdade que hoje nós não sabemos
esperar, não temos paciência, tudo tira a nossa calma, com facilidade perdemos
a paciência e o humor. Falta-nos esperança porque nos falta Deus, a Esperança
dos homens. Que nos ensina a paciência, nos ensina a esperar, a crer que “tudo
concorre para o bem daqueles que amam a Deus”.
A Virtude da Fé perpassa todo Mistério da Cruz, pois só
podemos entender um Deus que oferece o seu filho único para morrer por um povo
que não merece, se for pela fé. Deus deu o maior foto de credito no homem, só
este gesto poderia e pode Salvar o mundo, que hoje vive sua maior crise de fé.
“Deus amou tanto o mundo, que deu o seu filho único”, essa é a maior de todas
as Virtudes da Cruz: O AMOR. São João nos fala na sua primeira carta que Deus é
Amor, é simples, mas essa é a essência de Deus, quem não ama não conhece a
Deus, e hoje nós somos profundamente marcados pela falta de amor, pela
violência, pelo ódio, como diante de tudo isso que nos apresenta um mundo sem
Deus, acreditar que Deus é Amor.
É só olhar para o crucificado, e nele ver a prova mais
expressiva do amor, aquele que é capaz de dar a Vida, quando daríamos a vida
por um criminoso ou por um grande pecador? Pois Deus deu a vida por você por
Amor. Essa força é a única capaz de mudar as pessoas, de mudar o mundo. Peçamos
ao Senhor as Virtudes da Cruz, para que nós possamos viver e experimentar a
Vida nova que Cristo conquistou com o seu sangue e sua morte na Cruz.
Para Deus conta mais a Qualidade da minha fidelidade do
que a quantidade de minhas infidelidades!
A crucificação de Jesus Cristo é narrada nos quatro
evangelhos, dando o quadro completo do sacrifício do Cordeiro de Deus pela
Salvação do mundo (Lc. 23,33-49; Mt. 27,32-56; Mc 15,21-41; João 19,17-37). È
uma tradição antiga da Igreja, dos grandes pregadores refletirem e mergulharem
na espiritualidade das Sete Palavras de Cristo na Cruz. Hoje podemos nos
prostrar diante do crucificado e beijando as Suas Santas Chagas receber os
frutos desta santa devoção. Às três horas da tarde, nos diz os Evangelhos Jesus
morre por amor de mim e de você, essa é a Hora da Misericórdia.
“Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus como
fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós!” Dentro desta
espiritualidade rezemos com as sete
últimas Palavras de Cristo na cruz, dando a vida por mim e por você:
I – Perdão:
I- “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem”. (Lc.
23,34)
1. Jesus se deixa crucificar pelos nossos pecados.
2. Jesus se deixa crucificar pelo perdão da humanidade.
II – Abertura do Céu:
“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”
(Lc 23,43)
1-Jesus se deixa crucificar pela salvação dos perdidos.
(Dimas o bom ladrão).
2-Jesus se deixa crucificar para nos abrir o caminho e as
portas do céu.
III – Amor e Proteção:
“Mulher, eis ai o teu filho… Eis ai a tua mãe” (João 19,
26, 27)
1. Jesus se deixa crucificar por amor, para salvação do
mundo.
2. Jesus recomenda sua mãe a João e João a sua mãe,
proclamando a grande fraternidade da família de Deus a Igreja.
IV – Substituição:
“Meu Deus, meu Deus porque me abandonaste”. (Mt 27,46) e
(Mc 15,34)
1. Jesus se deixa crucificar no lugar dos pecadores, Ele
se faz pecador. (II Cor. 5,21)
2. Jesus se esvazia da divindade, para dar aos pecadores
a plenitude da Vida Eterna.
V – Sede de Redenção: “Tenho sede” (João 19,28)
1. Jesus morre de sede, para dar a Água da vida ao mundo.
2. Jesus anseia pelo mundo remido da sequidão do mal e do
pecado.
VI – Consumação da Redenção: “Tudo está consumado” (João
19,30).
1. Jesus fica satisfeito ao ver consumada sua obra de
redenção, sua Vitória sobre a morte.
2. Jesus contempla o mundo remido por sua morte, que traz
a vida Missão cumprida.
VII – Entrega ao Pai: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu
espírito” (Lc 23,46)
1. Jesus expira nas mãos do Pai, para ensinar a viver e
morrer.
2. Jesus reina no mundo Espiritual, abrindo ao mundo o
Reino da Vida Eterna.
O mundo tem sede de Deus, de beber do manancial da
salvação, que é o Coração aberto de Jesus na Cruz. O sangue de Jesus Cristo nos
lave de Todo o mal, de todo o pecado, e nos conceda a Vida, a saúde e a paz…
“Um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e,
imediatamente, saiu sangue e água”. (Jo 19,34).
Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e o Sangue a Alma e a
Divindade de Vosso diletíssimo Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos
nossos pecados e dos pecados do mundo inteiro. Pela Sua dolorosa Paixão, tende
misericórdia de nós e do mundo inteiro.
(Pe. Luizinho – Canção Nova)
domingo, 23 de março de 2014
Campanha da Fraternidade 2014
Estamos na Quaresma de 2014 e
logo nos colocamos diante da temática da Campanha da Fraternidade, que vai nos
fazer apelos de conversão pessoal, comunitária e social. “Fraternidade e
Tráfico Humano” é o tema e a Carta de São Paulo aos Gálatas nos sugere o lema:
“É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1). A Campanha da
Fraternidade é um convite para nos convertermos a Deus e irmos ao encontro dos
irmãos mais necessitados e sofredores, sugerindo em cada ano um assunto que
afeta diretamente a dignidade humana ou a vida em sentido geral.
Em 2014 ocupa-se com todos
aqueles e aquelas que são enganados e usados para o tráfico humano, de
trabalho, de órgãos e a prostituição. Normalmente o crime organizado está por
detrás das diversas modalidades de tráfico humano. As pessoas, geralmente, são
atraídas com falsas promessas de melhores condições de vida em outras cidades
ou países e ali são cruelmente usadas e escravizadas, gerando fortunas para
consciências inescrupulosas e vorazes. A maioria das pessoas traficadas vive em
situação de pobreza e grande vulnerabilidade. Isso facilita o aliciamento com
falsas promessas de vida melhor.
Por isso, o cartaz da CF
retrata essa situação degradante com a figura de mãos acorrentadas e estendidas,
com diferentes idades, gênero e cor, em estado de impotência. A mão que
sustenta a corrente da escravidão é a força coercitiva de pessoas que dominam e
exploram esse tráfico humano: “Essa situação rompe com o projeto de vida na
liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano à imagem e
semelhança de Deus” (CF 2014 – Explicação do cartaz – contracapa). Os cristãos
não podem aceitar essa moderna forma de escravidão e desrespeito à dignidade
humana. Por isso eles a tentam identificar, a denunciam e somam forças para
evitá-la, rompendo as correntes, revigorando as pessoas dominadas por esse
crime e apontando para a esperança de libertação: “Essa esperança se nutre da
entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e
conceder a liberdade a todos: ‘É para a liberdade que Cristo nos libertou’”
(Ibidem).
O Papa Francisco se referiu à
prática do tráfico humano com palavras de veemente repúdio: “O tráfico de
pessoas é uma atividade desprezível, uma vergonha para as nossas sociedades que
se dizem civilizadas”. O pontífice, em Lampedusa – Julho de 2013, ainda nos
alertou para a globalização da indiferença, habituando-nos em relação ao
sofrimento dos outros, não o considerando responsabilidade nossa: “Peçamos ao
Senhor a graça de chorar pela nossa indiferença, de chorar pela crueldade que
há no mundo, em nós, incluindo aqueles que, no anonimato, tomam decisões
socioeconômicas que abrem a estrada a dramas como este” (Cf. Manual da CF –
2014, Apresentação, p. 8).
Sensibilizados com as palavras
do Papa Francisco, assumamos mais uma vez o tema da Campanha da Fraternidade e
rezemos para que nosso ser e agir sejam abençoados pelo Senhor, que deu sua
vida para salvar a todos.
Dom Aloísio Dilli
Bispo de Uruguaiana (RS)
sábado, 25 de janeiro de 2014
Solidariedade na net
Papa Francisco encoraja católicos a manifestarem solidariedade via internet
“A Internet pode oferecer mais possibilidades de reencontro e de solidariedade entre todos, o que é uma coisa boa” afirmou Papa Francisco Atualizado em 24/01/2014 às 11h12 Foto: Rádio Vaticano O Papa Francisco pediu na última quinta-feira (23) que católicos sejam “cidadãos digitais” construtivos ao usarem a internet, que definiu como um “dom de Deus”, para manifestar solidariedade. O Papa argentino publicou sua primeira mensagem sobre comunicação social, em uma tradição anual pela festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. A mensagem com o título A Comunicação ao Serviço de uma Autêntica Cultura do Reencontro, fala sobre o fenômeno das redes sociais em um tom confiante. “A Internet pode oferecer mais possibilidades de reencontro e de solidariedade entre todos, o que é uma coisa boa. Para ele, a Igreja deve empenhar-se para levar ao homem ferido, pela via digital, o óleo e o vinho: “Que a nossa comunicação seja um óleo perfumado para a dor e um bom vinho para a alegria”, disse o papa. Na mensagem, o pontífice lembrou que a exclusão, a desorientação, o condicionamento, a doença e a ignorância do outro podem existir também na Internet. O papa Francisco é seguido por mais de dez milhões de cibernautas na rede social Twitter.
Fonte: Agência Brasil e
Seculo 21: https://www.rs21.com.br/?p=84060
“A Internet pode oferecer mais possibilidades de reencontro e de solidariedade entre todos, o que é uma coisa boa” afirmou Papa Francisco Atualizado em 24/01/2014 às 11h12 Foto: Rádio Vaticano O Papa Francisco pediu na última quinta-feira (23) que católicos sejam “cidadãos digitais” construtivos ao usarem a internet, que definiu como um “dom de Deus”, para manifestar solidariedade. O Papa argentino publicou sua primeira mensagem sobre comunicação social, em uma tradição anual pela festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. A mensagem com o título A Comunicação ao Serviço de uma Autêntica Cultura do Reencontro, fala sobre o fenômeno das redes sociais em um tom confiante. “A Internet pode oferecer mais possibilidades de reencontro e de solidariedade entre todos, o que é uma coisa boa. Para ele, a Igreja deve empenhar-se para levar ao homem ferido, pela via digital, o óleo e o vinho: “Que a nossa comunicação seja um óleo perfumado para a dor e um bom vinho para a alegria”, disse o papa. Na mensagem, o pontífice lembrou que a exclusão, a desorientação, o condicionamento, a doença e a ignorância do outro podem existir também na Internet. O papa Francisco é seguido por mais de dez milhões de cibernautas na rede social Twitter.
Fonte: Agência Brasil e
Seculo 21: https://www.rs21.com.br/?p=84060
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