segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Vocação







A palavra “vocação” refere-se sempre ao ato de chamar, de escolha e de disposição para algo ou para alguma missão. Pelo Batismo, somos chamados a uma vida cristã como filhos e filhas de Deus. Pelo Batismo, tanto o homem como a mulher, desde cedo, são chamados a uma vida em união com Cristo e sua Igreja. Por este sacramento, passamos a fazer parte do povo de Deus, inseridos na comunidade. Por isso, quando ainda somos criança, pelo exemplo de nossos pais, iniciamos os primeiros passos na vida de fé e aprendemos as primeiras orações: o Pai Nosso, a Ave Maria e outras orações próprias da infância. Neste período, vamos aprendendo sobre Jesus, Maria, o Evangelho e, pela catequese de primeira eucaristia, continuamos a aprender mais e mais. Até que quando jovenzinhos, no período de nossa adolescência, começamos a nos indagar sobre nossa vida. O que faço no mundo? Que rumo tomar na minha vida? Para que a resposta seja consciente é preciso aprofundar mais em Deus e na vida da comunidade. Assim, o jovem vai descobrindo aos poucos sua vocação cristã e, com ajuda da família, das amizades sinceras, do convívio na comunidade, sua vocação vai aflorando, vai se firmando. Já um pouco mais maduros na caminhada cristã, homem e mulher podem optar por um envolvimento amoroso, chegando ao casamento ou escolher outros caminhos: a vida de padre, de irmã religiosa ou leigo solteiro. Pelo Batismo, todos somos chamados à uma vida cristã profundamente comprometida com a causa de Cristo e sua Igreja. Deus nos chama, nos convoca, nos incita a viver uma vida engajada na construção do seu Reino. Há uma só vocação, que vem de Cristo: a vocação à santidade. Jesus convida a segui-lo, cada um da própria situação em que se encontra. Vinde comigo (Mc 1,17). Pede confiança Nele (Mc 2,14). Confiança plena em sua pessoa e não a uma causa. A resposta obediente pode ser vivida deixando lugar de trabalho, de status, a casa, a família. Não se trata só de adesão interna, mas de unir-se a Jesus em seu projeto de vida. Ele chama Doze para estarem com Ele e para enviá-los a pregar o seu Evangelho. O centro da eleição é para que estivessem com Ele. Não é pura adesão intelectual, mas adesão ao seu modo de viver. Os discípulos prolongam a presença e a obra de Jesus. Deus chama através de pessoas, acontecimentos, situações de sofrimento, da oração, de diferentes modos. Não se trata de uma nova vocação, mas a vivência da vocação batismal de maneiras diferentes. O chamado é que é algo original. 


 (Fonte: http://www.verbodivino.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=206:o-que-e-vocacao&catid=66:servico-de-animacao-vocacional&Itemid=67)

sábado, 2 de junho de 2012

As 12 promessas de Jesus à Santa Margarida Maria Alacoque

Nosso Senhor apareceu numerosas vezes a Santa Margarida Maria Alacoque (de 1673 até 1675).
Nessas aparições, Ele fez 12 importantes promessas.

1ª Promessa:“Eu darei aos devotos de meu Coração todas as graças necessárias a seu estado”.

2ª Promessa:“Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias ”.

3ª Promessa:“Eu os consolarei em todas as suas aflições”.

4ª Promessa:“Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte”.

5ª Promessa:“Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos”.

6ª Promessa:“Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias”.

7ª Promessa:“As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção”.

8ª Promessa:“As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição”.

9ª Promessa:“A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração”.

10ª Promessa:“Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos”.

11ª Promessa:“As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no meu Coração”.

12ª Promessa:“A todos os que comunguem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.

Sagrado Coração de Jesus


Ensinaram-nos que deveríamos ser bons, corretos, honestos, porque Deus é amigo das pessoas que sabem se comportar, que praticam os Seus mandamentos. Contudo os Evangelhos nos falam algo diferente. Jesus se aproxima e tem um carinho especial pelos pecadores públicos, pelas prostitutas e gosta de se relacionar com outra classe rejeitada pelos perfeitos: os aleijados, os cegos, os leprosos, os mudos, e os paralíticos.
Como resolver essa situação?
Lendo o Evangelho “Mt 11,25-30”, ouvimos Jesus falar que somente ele conhece o Pai. Não são os doutores da Lei e nem os anciãos que sabem o que agrada Deus, mas ele, Jesus, o Filho. São os pequeninos, e não os sábios, que tiveram a revelação do coração de Deus, do que Lhe agrada.
O Pai não quer que seus filhos queridos se sintam oprimidos e menos ainda excluídos de seu Reino de Justiça e de Amor. Ao contrário, Ele deseja que todos sejam incluídos, que ninguém se sinta abandonado.
Em sua homilia na festa de São Pedro e São Paulo em 2011, o Papa Bento XVI tomou como tema a frase de Jo 15, 15 “Já não vos chamo servos, mas amigos”, para desenvolver sua reflexão sobre pastor, ovelha e amizade. Disse o Santo Padre: “A amizade é uma comunhão do pensar e do querer. Conheço os meus e os meus conhecem-Me. Conhece-me de modo muito pessoal. E eu? Conheço-O a Ele?
Se conhecemos Jesus Cristo, sabemos que a amizade com Deus não se obtém pela rígida observância de Seus mandamentos, mas pela observância do espírito dos mandamentos que é a justiça e o amor. Quem ama perdoa, acolhe, não julga, eleva. Vive com Jesus a “comunhão do pensar e do querer”.
Continua o Papa: “ A amizade não é apenas conhecimento; é sobretudo comunhão do querer. Significa que a minha vontade cresce rumo ao ‘sim’ da adesão à vontade d’Ele. Na amizade, a minha vontade, crescendo, une-se à d’Ele: a sua vontade torna-se a minha.”
Na vida da Bem-aventurada Irmã Dulce dos Pobres existe um gesto que sinaliza de modo eloquente sua identificação com Jesus, sua grande amizade com o Senhor. Certa vez Irmã Dulce, como sempre fazia, foi pedir auxílio para os pobres. Ela entrou no recinto de um senhor de posses, estendeu a mão e solicitou a esmola. Esse senhor cuspiu na mão da bem-aventurada, que imediatamente passou a mão no próprio rosto, em seguida a enxugou no hábito e, estendendo uma segunda vez a mão disse: “Isso que o senhor deu foi para mim, e para os pobres, o que o senhor dará?”
Como Jesus, Irmã Dulce se humilhou para socorrer seus queridos pobres. Ela se identificou com o Senhor, seu modo de ser e de agir sinalizou comunhão de querer com o Redentor.
Assim é o Coração de Jesus, assim é o coração daqueles que são seus amigos, que se deixam moldar pelo Seu coração, que vivem na amizade a comunhão do pensar e do querer.
Ao celebrarmos a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, peçamos em uníssono, com toda a Igreja: “Senhor, fazei nosso coração semelhante ao Vosso!”

Cidade do Vaticano - RV